O corpo perfeito+Contando sobre o bullying

Oi meninas,tudo bom? Hoje estou para falar sobre o ”corpo perfeito” e incluindo nesse meio o bullying(é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo.Via Wikipedia). Então gente, eu não consigo direito falar desse assunto,pois é muito difícil para mim,porque é uma coisa muito pessoal. Mas estou percebendo cada vez mais que as meninas estão muito fixadas nesse padrão de beleza,eu sou considerada uma menina ..gorda..(Ai que difícil falar disso). Eu, ja sofri e sofro muito bullying por ser uma menina um pouco diferente do padrão de beleza,e EU posso dizer,por experiencia própria,é muito ruim!É humilhante a classe inteira olhar para você e rir, falar “Olha a gordinha”.  O fato é, eu cheguei a conclusão que ainda existe gente que eu considero como animais, racionais,mais são animais! Antes de fazer alguma ”brincadeirinha” com alguém, pense, por isso pode magoar profundamente! Eu nunca gostei que as pessoas tivessem dó de mim,então o fato foi: Eu me afastei de quem não queria meu bem. E a minha experiencia com essa,digamos: DOENÇA. Foi e é bem dolorosa,mas estou superando os desafios, e era isso que eu queria contar para vocês! Mas antes de encerrar esse assunto queria dizer: A feia,ficou bonita,a gorda,emagreceu, mas o que a gente tem na cabeça, nada, absolutamente nada vai mudar! A não ser que você queira, e corra atrás disso.. Então para você que se acha a ultima bolacha do pacote:Imagem Vamos falar agora do corpo perfeito, A busca do corpo perfeito é incentivada de várias maneiras e se torna para alguns um objetivo de vida. Pouco tempo atrás, um conhecido colunista lamentava constatar que, na pequena cidade do interior que ele frequentava, o número de livrarias tinha caído sensivelmente, enquanto o número de academias tinha explodido. O multiplicar-se de produtos de beleza, de SPAs, academias e de tratamentos que visam os cuidados físicos são sinais de quanto o “corpo perfeito” tenha se tornado um objeto de consumo que sustenta uma lucrativa rede de negócios. Em contraposição a esse fenômeno, dados estatísticos recentes apontam para um preocupante crescimento da população obesa em nosso país (incluindo crianças), um fenômeno preocupante para a saúde pública que já tinha sido detectado em outros países desenvolvidos. Tudo isso mostra o quanto a relação com o corpo seja complexa e, em alguns casos, problemática. A experiência de “habitar” um corpo, apesar de parecer espontânea, depende de algumas condições ligadas aos cuidados que o ser humano recebe desde o seu nascimento. Ao nascer, o bebê de fato não tem noção do próprio corpo. Ele nasce em um estado psíquico de fragmentação, se sentindo cindido, embora tenha inscrito no próprio psiquismo um potencial de integração, que, para se desenvolver, precisa da participação ativa da mãe e do ambiente. É através dos cuidados maternos que envolvem o seu pequeno corpo (pegar no colo, levantar/baixar, higiene, etc.) que ele vai desenvolvendo, em um primeiro momento, a sensação de “ter” um corpo e, sucessivamente, de “ser” um corpo. Ter um corpo não é igual a ser um corpo. O ter um corpo ainda supõe uma separação entre o Eu e o corpo, enquanto ser um corpo indica a possibilidade do Eu habitar o seu corpo. É no tratamento dos obesos que mais aparece a triste condição de ter um corpo. Sem querer minimizar eventuais fatores genéticos, do ponto de vista psíquico, geralmente o obeso não habita o seu corpo. Poderíamos quase dizer que é habitado por ele, como um encosto. Ele levanta de manhã e veste o seu corpo, como uma roupa gasta e pesada, para arrastá-lo com ele o dia todo. Por outro lado, a idealização do corpo perfeito também pode se inscrever na experiência de ter um corpo. O corpo ideal passa a ser um “objeto” de consumo, algo separado do Eu. Por alguns é percebido como algo a ser perseguido e não como uma forma harmoniosa de ser si-mesmo. Na experiência clínica percebo por exemplo como, para muitos, ir á academia seja mais uma obrigação persecutória do que um momento prazeroso de encontro consigo mesmo. Desenvolver uma relação saudável com o próprio corpo supõe poder se sentir vinculados a ele e poder escutar suas mensagens que nos dizem exatamente quais são suas necessidades. Obviamente, esta escuta não é sempre possível. Ela pode ser conturbada por ”necessidades” inconscientes, que atrapalham nossa relação com o corpo e impedem a escuta. A terrível sensação de vazio proporcionada pela depressão ou, pior ainda, pela melancolia pode, por exemplo, ser compensada por uma “necessidade” de comer de maneira desregulada. Então gente,seja feliz com você,com seu corpo,seu cabelo,sua boca, não procure ser alguém.. seja VOCÊ ! BeiJus ❤

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